CLUBE DO JOELHO REÚNE 51 ESPECIALISTAS EM REUNIÃO CIENTÍFICA

Encontro, que coincidiu com início da Copa do Mundo, abordou o tema “ligamento cruzado anterior”

O início da Copa do Mundo 2018, no dia 14 de junho, foi também dia de encontro do Clube do Joelho, que contou com a participação de 51 especialistas do Estado do Rio de Janeiro associados à SBOT-RJ e à SBCJ. Realizado na Churrascaria Assador Rio´s, no Flamengo, o evento teve como tema central o ligamento cruzado anterior, área de lesões frequentes no futebol. Um pouco antes do mundial, o jogador da seleção brasileira Daniel Alves foi cortado por conta deste tipo de lesão no joelho direito.

O encontro, que acontece mensalmente, é organizado pelo Diretor Regional(RJ) da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho, Dr. André Siqueira Campos, Chefe do Grupo de Joelho e coordenador do Treinamento (R4) em Cirurgia do Joelho do Hospital Federal dos Servidores do Estado – RJ. Ele destacou a importância dessa iniciativa. “A troca de experiência traz a atualização profissional e a convivência social entre nós, associados e colegas de profissão”, disse.

Nesta edição do Clube, os médicos palestrantes foram Dr. Guilherme Runco, Dr. Marcelo Mandarino e Dr. Marcos Fernandes, que abordaram, respectivamente, os temas: escolha do enxerto em atletas, função sensorial do ligamento cruzado anterior e o protocolo de retorno do atleta submetido à reconstrução do LCA.

Em sua apresentação, Dr. Guiherme Runco enfatizou a relação entre o tipo de enxerto escolhido e o retorno seguro às atividades. “Quando falamos sobre reconstrução em ligamento cruzado, é importante destacar o tipo de enxerto que se usa em atleta de alto rendimento para que ele possa voltar às atividades com menos riscos”, afirmou.

O Dr. Marcelo Mandarino, membro do centro de cirurgia do joelho do INTO e da câmara técnica de ortopedia e traumatologia do CREMERJ, compartilhou a sua experiência sobre o estudo da função proprioceptiva do ligamento cruzado anterior, tema da sua dissertação de mestrado. ” O LCA é muito mais que um estabilizador estático do joelho, atuando como uma estrutura sensorial e desempenhando papel importante na propriocepção dessa articulação”, destacou.

Já o Dr. Marcos Fernandes, médico ortopedista do Clube de Regatas Vasco da Gama e do Hospital da Polícia Militar, falou sobre sua experiência no tema apresentado por ele. “Uma boa reabilitação é fundamental para garantir que o paciente retorne à suas atividades em sua plena forma. Para isso deve ser realizada uma série de avaliações objetivas e subjetivas para permitir que o atleta volte em segurança e para evitar complicações, como a queda do nível do atleta, reoperações e até mesmo o abandono do esporte.”, compartilhou.